MIL PALAVRAS, MIL IMAGENS

de Sandra Checruscki sobre, e com, Leya Mira Brander

2017

Edição de uma dissertação de mestrado em dois livros: mil palavras e mil imagens. Os dois livros no tamanho 12x18cm, em papel Alta alvura, com impressão ofsete, são brancos com os títulos na capa em cinza. Os dois se agrupam por possuírem uma cinta que os envolve, feita de papel Vergê Opala. No interior da cinta, está impressa uma das gravuras mais conhecidas de Leya, com a figura de uma menina de costas para o leitor e de frente para o mar, e, no lado de fora, estão os nomes de Leya e Sandra. Fechada, a publicação tem seu título e autoria confundidos em um encontro das duas artistas. As características e o pensamento de montagem no trabalho da gravadora Leya Mira Brander com destaque para a palavra, presente também na produção textual de Sandra Checruski, acabaram por nortear o projeto gráfico, feito por Tina Merz.

 

A proposta de mil palavras, mil imagens veio da ideia de produzir um objeto de pesquisa (a partir do trabalho acadêmico “Leya Mira Brander: mil palavras mil e uma imagens”, escrito por Sandra Checruski), que pudesse ter uma leitura menos teórica. Foram selecionados um capítulo e um texto de introdução da dissertação e uma entrevista que estava como apêndice em duas partes: “mil imagens” é uma transcrição do áudio do primeiro encontro das artistas, onde os assuntos de identificação vão dos esotéricos, a formação artística, trabalhos e processos artísticos; e “mil palavras”, que faz menção a uma gravura de Leya, e nomeia uma de suas exposições individuais. Adaptado para a publicação, o texto fala das imagens de Leya, analisando-as em relação à história da arte, tarô, fotos de família, o texto presente como imagem, apropriações e as palavras proliferantes no conjunto da obra de Leya, que excedem aquelas gravadas em suas chapas e contaminam de outra forma seu processo. Em uma das partes deste livro, Sandra constrói o “Pout-pourri amoroso”, utilizando um processo de montagem que articula comentários, gravuras de Leya, “figuras” de Barthes, e trechos do ensaio de Fabio Morais, intitulado para L, em homenagem à artista, no qual aponta um repertório musical que vai de Alcione a Chico Buarque. Este fato levou a editora a criar uma playlist do livro, que pode ser ouvida em:

https://open.spotify.com/user/12178365032/playlist/6qcdUA6fmOXSy2u3oTQU8V?si=TaWNsqrbTzOTxj8Si2fcZg