PROIBIDO COLAR

de Walter Benjamin,

traduzido por Fábio Brüggemann e Flavia Ramos

2017

Edição retraduzida, Proibido colar reúne quatro pequenos livrinhos A6, impressão e papel ofsete, com textos de Walter Benjamin, com treze sentenças em cada um deles: “Treze teses contra esnobes”, “A técnica do escritor em treze teses”, “A técnica do crítico em treze teses” e “Número treze: sobre livros e putas”, com um contorno nas bordas verticais que se conectam quando todos os livros são colocados agrupados sobre o cartaz A3, dobrado em seis partes, que vem junto com a frase "proibido colar cartazes" impressa em letra maiúscula.

 

Ainda que em outras passagens de “Einbahnstrasse" o número treze também apareça, em "Ankleben verboten" é aquele em que Benjamin salienta o apreço pela taxonomia, neste caso ligado ao número em questão. A impressão e a edição são simples e econômicas. Os quatro livros possuem molduras que, sobre o cartaz, formam uma só imagem gráfica. O acabamento dos quatro livros é grampeado e a diagramação dos textos foi feita no sentido horizontal.

 

O cartaz é uma peça extra em que consta a palavra “cartazes” depois de “proibido colar”, criando uma proibição autorreferente e também condensando a proposta de retraduzir o texto, o qual em outras edições foi traduzido por “Proibido colar cartazes”.

 

Os textos são um excerto do livro Rua de mão única [Einbahnstrasse], escrito por Benjamin nos anos de 1928. A maior parte das edições, tanto para o português quanto para o espanhol, traduziram como “Proibido colar cartazes”. Nesta edição, os tradutores Fábio Brüggeman e Flavia Ramos, mantiveream o original alemão, "Ankleben verboten", que omite, ainda que seja compreendido em alemão como tal, a palavra “cartazes”. A palavra “colar”, em português, remete a outros significados que não somente o explicitado no título dado por Benjamin. Denota a ideia de “colar” em provas e o tão contemporâneo “colar” depois de copiar: copy and paste, cltr c + cltr v, em alusão às colagens que tanto fazemos cotidianamente nos computadores.

 

Esta tradução considera resgatar palavras e oxigenar na tradução, em uma tentativa de contemporizar o pensamento de Benjamin que ainda é uma referência teórica relevante.